· Profundidade: Min
15m / Max 30m
· Mergulho de Naufrágio
· Nível 3
O
SS Thistlegorm foi construído em 1940. Movido a vapor, tem 126,5m
de comprimento e 18m de largura.
Em outubro de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o SS Thistlegorm fazia parte de uma operação destinada a manter o fornecimento de materiais para as forças britânicas na Líbia e no Egito. Dois aviões alemães, fortemente armados, vindos de Creta, localizaram o grupo de navios ingleses.
O
maior navio, o Thistlegorm, foi imediatamente atacado. O ataque surpresa
lançou 2 bombas e pelo menos uma acertou a lateral do navio, causando
um enorme buraco no casco, seguido de incêndio e explosão.
O motor do navio explodiu e, em seguida, a maior parte da munição
que estava nos porões também foi pelos ares.
Dos
39 homens a bordo, 9 não conseguiram escapar com vida. A carga do
Thistlegorm compunha-se de duas locomotivas com vagões, munição,
blindados, veículos, motocicletas, partes de aviões, medicamentos,
botas de borracha, assim como de peças sobressalentes de todo tipo.
Durante 14 anos o navio ficou intacto, até Jacques Cousteau, no Calypso, mostrá-lo ao mundo em um dos seus documentários, embora jamais tenha revelado a sua posição.
Somente em 1992 o Thistlegorm foi redescoberto por um capitão israelense. E se tornou um dos naufrágios mais famosos do mundo. É considerado por muitos como um dos melhores museus militares a céu aberto.
Estudos econômicos revelam, aliás, que o naufrágio do Thistlegorm gera mais divisas para o Egito que as famosas pirâmides.
O mergulho:
Afastado cerca 30 milhas da marina, esse naufrágio costuma ser visitado por mais de 15 barcos diariamente. Sua localização não é muito fácil se não houver nenhum barco ancorado ao seu lado, mas isso é quase impossível de acontecer.
Não é possível conhecer todo o navio em um só mergulho. São necessários, no mínimo, dois mergulhos para conhecer todo o seu exterior e a melhor parte do interior.
Na grande maioria das vezes está presente uma corrente de moderada a forte, o que também faz com que a visibilidade não seja tão boa quanto na maioria dos mergulhos do Mar Vermelho. Todos os mergulhos devem ser feitos a partir de um cabo preso à embarcação de apoio, para realizar as subidas e descidas. O uso de lanternas é obrigatório para os mergulhadores avançados que realizarem penetrações.
Exploração externa:
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A popa está adernada e repousa a 30m de profundidade. Nela se localizam três peças impressionantes do naufrágio: o hélice com o leme, uma metralhadora antiaérea de 40mm e um canhão de 100mm, também antiaéreo.
No rombo causado pela explosão que causou o naufrágio, encontramos dois tanques de guerra MKII; na direção sudeste em relação a centro do navio e afastada uns 30m, repousa uma das locomotivas Stainer 8 F. Seguindo para a Proa, a parte mais alta do navio, nada mais existe na Ponte de Comando, pois todas as peças foram roubadas. Flanqueando a entrada para o Porão 2 estão dois vagões de carvão das locomotivas. No tombadilho de boreste, entre os porões 2 e 3, avista-se um Parvane em forma de torpedo e o turco utilizado para baixá-lo até a água. Esses dispositivos podiam ser encontrados a bordo de muitas embarcações britânicas da época e serviam para cortar os cabos que prendiam eventuais minas de profundidade ao leito do mar.
Afastando-se da lateral de boreste do navio cerca de 20m, a 30m de profundidade encontra-se a segunda locomotiva Stainer 8 F. Um pouco mais para a proa está a entrada do Porão 1. Nas suas laterais estão dois grandes vagões de transporte de água para as locomotivas, em posição quase perfeita, praticamente como quando estavam na superfície. E chegamos à PROA, onde estão o imenso guincho e as correntes, ainda saindo do escovém.
Exploração interna:
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A exploração interna é recomendada como o segundo mergulho no naufrágio do SS Thistlegorm.
Porão 3 - O menos interessante, pois carregava carvão para as caldeiras; se a correnteza estiver forte, utilize-o como passagem para o Porão 2, que é muito mais interessante, mesmo para mergulhadores sem especialização em naufrágio.
Porão 2 - Dividido em 2 partes: a superior e a inferior. Na parte superior são encontrados numerosos caminhões Ford WOT 2, Bedford OY e MW e vários jipes Morris CS 8, além de Motocicletas BSA W-M20 e Norton 16H, algumas com sidecar. Na parte inferior, a bombordo encontramos carretas, na sua maior parte vazias, além de asas de aviões; a boreste, mais alguns caminhões Bedford contendo motocicletas Norton com sidecars e um suprimento de botas de borracha.
Porão 1 – situado mais próximo à proa do navio e conectado ao porão 2 por duas passagens laterais internas, é também muito interessante. Ainda que o lado de bombordo tenha desabado totalmente, no nível superior do lado boreste existem 2 caçambas vazias lado a lado e mais motocicletas, algumas com sidecar e, no nível inferior, coberturas para motores de aviões, caixas com medicamentos, rifles MKIII e alguns geradores portáteis.
A preservação do naufrágio:
Finalmente o Estado Egípcio percebeu que era uma questão de tempo até que o famoso naufrágio do Thistlegorm deixasse de oferecer condições de segurança à prática do mergulho amador, dada a quantidade de visitas e a forma como as embarcações se “amarram” ao velho navio. Sem preocupação com as fortes correntes e ventos que se fazem sentir no local, estavam a causar danos irreparáveis e a por em risco a estrutura do barco.
Também as bolhas de ar que ficavam retidas no estrutura
interior do navio (devido aos mergulhadores) estavam a acelerar a corrosão.
Por isso, está previsto que será colocada amarração
ao lado do naufrágio, serão posicionados cabos de subida e
descida para facilitar a vida dos mergulhadores e serão feitos buracos
na estrutura para liberar o ar acumulado, com o objetivo de tentar preservar
esta maravilha subaquática, que está na lista dos dez melhores
mergulhos do mundo.
(Fotos sub tiradas por Rodrigo Figueiredo)
Veja o vídeo do descobrimento do naufrágio Thistlegorm!
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